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Arquivo da categoria ‘Constelação familiar sistêmica’

Muitos ajudantes, por exemplo, na psicoterapia e no trabalho social, pensam que precisam ajudar aqueles que procuram ajuda, como os pais ajudam seus filhos pequenos. Inversamente, muitos que procuram ajuda esperam que os ajudantes se dediquem a eles como pais em relação a seus filhos e esperam receber deles, mais tarde, o que ainda esperam ou exigem de seus próprios pais.

O que acontece se os ajudantes correspondem a essas expectativas? – Eles se envolvem numa longa relação. Para onde leva essa relação? – Os ajudantes ficam na mesma situação dos pais, lugar onde se colocaram através desse querer ajudar. Passo a passo, precisam colocar limites aos que procuram ajuda, decepcionando-os. Então, estes desenvolvem frequentemente, em relação aos ajudantes, os mesmos sentimentos que tinham antes em relação aos pais. Dessa maneira, os ajudantes que se colocaram no lugar dos pais e talvez até queiram ser melhores que os pais tornam-se para os clientes iguais aos pais deles.

Muitos ajudantes permanecem presos na transferência e na contratransferência da criança em relação aos pais dificultando, assim, ao cliente a despedida tanto de seus pais quanto deles.

Ao mesmo tempo, a relação segundo o modelo da transferência entre pais e filhos impede também o desenvolvimento pessoal e amadurecimento do ajudante.

Bert Hellinger – Ordens da Ajuda – Editora Atman

Constelação sistêmicas e Treinamento com a trainer alemã Theresia Maria Spyra – clique aqui

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Terapeuta alemã de constelação, Theresa Spyra

Terapeuta alemã de constelação, Theresa Spyra

Relutei um pouco em escrever sobre a Theresa. Não é que ela não mereça, não seja uma grande terapeuta, ou coisa desse tipo. Na realidade, ela é minha esposa, e por isso, achei que talvez estivesse puxando a sardinha… sabe como é que é, né?

Mas seria incoerência da minha parte não falar da maior terapeuta que já vi trabalhando, e que, além de me ajudar profundamente em resolver todos os processos emocionais que me acompanharam a vida toda, tem recebido o carinho e admiração dos seus próprios clientes. Vou contar sua história.

Theresa é alemã, nascida em Kempten, Bavária, próximo aos Alpes alemães. Desde cedo, tinha a curiosa mania de sair com sua bolsinha de primeiros socorros, pronta a atender a primeira pessoa que estivesse necessitando de cuidados. Seu sonho? Ser missionária em algum país da África. Inclusive a sua mãe queria que ela fosse enfermeira. Mas Theresa precisava passar por outros tipos de experiência. Saiu de casa aos 18 anos, para enfrentar o mundo da cidade grande, Berlim, se formar em economia e análise de sistemas, e trabalhar como promissora executiva. Porém, algo dentro de si a impelia rumo ao desconhecido, à aventura, ao desafio. Deixando o emprego seguro e seu ótimo salário, partiu em viagem pela América Central, desde o México, descendo, país a pais, até a América do Sul. Este percurso foi realizado em oito meses. Foi aí que nos encontramos. Eu, vindo do Japão após três anos de trabalho, estava de férias no Peru e Bolívia. Ela, vinda do México, estava também no Peru – destino, a cidade inca de Machu Pichu. Nos conhecemos, e não nos soltamos mais.

Theresa veio morar no Brasil. E então, começou o seu contato com o mundo da “cura” e da terapia. Dona de uma percepção e intuição ativa, Theresa freqüentou centros espíritas kardecistas, e embora não tenha se identificado tanto com a formalidade e inflexibilidade da doutrina, entrou em contato com o conteúdo de sua mente inconsciente e as inúmeras percepções que tinha, definidas pelos espíritas como mediunidade. Theresa prefere não acreditar se é mediunidade, ou se é um simples acesso à mente inconsciente, dela, ou o inconsciente coletivo. Não importa para ela, a existência ou não dos espíritos – importa o trabalho e a cura com os vivos, embora ela respeite e aceite (da sua forma toda particular) todo o tipo de conhecimento místico.

Nesse caminho, Theresa estudou e formou-se em Reiki máster, máster em programação neurolinguística – PNL, terapeuta de shiatsu, além de ser, durante um período, dirigente da seicho-no-iê. Filosoficamente, Theresa assentou sua busca ao encontrar a ancestral filosofia hindu advaita vedanta, principalmente nos três únicos contatos que teve com o místico Satyaprem, o contato também estreito com a meditação do zen budismo (recomendo que você conheça a Monja Coen), e o estudo do feng-shui e do taoísmo. Hoje Theresa observa todas as doutrinas, filosofias – religiosas ou não, experiências esotéricas, e vê que em todas existe a manifestação de algo maior. Porém, tem também a percepção de que cada um deve ter a sua própria independência com relação a filosofias e crenças, porque o poder de curar-se está em si, e ao transferir a responsabilidade para um deus externo, um guru, crenças, rituais, etc., pode-se perder o contato com a fonte. (Eu, particularmente, observo que existem ateus com fé muito mais genuína do que muitos espiritualistas). Não abandonando o seu lado empreendedor, é também empresária, e aí começou a trabalhar com treinamento. Finalmente, os seus estudos e vontade a direcionaram à formação em constelação familiar sistêmica, constelação estrutural e hipnoterapia, curso que a levou de volta à Europa, especificamente, Suíça.

Eu diria que a maior qualidade da Theresa, como terapeuta, é a sua capacidade de observar a essência do seu cliente. E direcioná-lo a encontrar, observar e tomar posse dessa essência. Theresa não enxerga o problema, não busca explicações para o problema, não coloca culpas ou erros nas costas do seu cliente. Embora ela possa ser bem dura, quando necessário, é também e principalmente acolhedora, e deseja, sinceramente, que o cliente consiga ver a sua própria energia natural fluir, harmonizando, em primeiro lugar, o relacionamento consigo mesmo. A partir daí, os relacionamentos exteriores, o trabalho, a saúde, tudo o que possa apresentar distúrbios, harmonizam-se naturalmente.

Theresa Spyra, por Theresa Spyra:

Certo e errado 1

“Recuso-me falar de certo e errado. Isto só confunde. Não acredito em certo e errado. Tem resultados favoráveis e desfavoráveis para o momento no qual ocorrem, isto não significa que continuam sendo o que pareçam ser. O que parece desfavorável, num momento bem próximo pode se mostrar favorável.”

Gratidão

“Vivi quase toda minha vida em regalia, na Alemanha, e nunca tive a sensação de gratidão, tudo estava sempre ao alcance, e costumávamos reclamar quando algo faltava ou não era conforme a nossa vontade. Viver em abundância não tem nada a ver com gratidão, muito ao contrário. Hoje gratidão para mim é receber o que a vida está me oferecendo neste momento. Acordar um o barulho da chuva, o carinho da minha filha, em outro momento a insatisfação dela, sentir o calor do sol no meu corpo, jogar um jogo com a família, parar por um momento para me auto-observar e perceber que estou bem onde estou, satisfeita comigo, com a minha vida e com meu trabalho e com tudo que eu me coloquei a realizar. Posso ir com calma, sem correr, curtindo a paisagem e tudo que vier.”

Honestidade consigo mesmo

“Por tão pouco pagamos um preço tão caro, ao esconder de nós mesmos o que ocorreu, nós nos afastamos cada vez mais da nossa essência, e assim, do que estamos buscando.”

A missão

“A vida de formiga é uma festa só. Ela gosta da sua missão, sai cedo de casa, cheia de vontade e alegria com a perspectiva de encontrar folhas bem suculentas e gostosas. Corta-as com todo cuidado e perfeição, e um especial prazer é cortar um grande pedaço de folha, tão grande, mas que ainda dá para carregar: isto a deixa mais contente e alegre ainda. Depois começa o malabarismo divertido: às vezes a folha é pesada demais, e nas suas manobras perigosas vai embora o equilíbrio e a folha se perde. Se não tem como recuperar o tesouro precioso, não faz mal; a formiga volta para cortar mais uma folha. Algumas vezes até acha no caminho um pedaço de folha abandonado. Alguém parece ter perdido… e ela pega alegremente e recomeça a sua jornada. O peso deixa as pernas bambas, porém, isto a anima mais ainda. A superação é o seu jogo preferido, já que gosta de se divertir durante a tarefa diária. Nunca pensou em reclamar. Afinal de que? A vida é boa como ela é. Às vezes ela vê a cabeça de uma companheira, às vezes o bumbum redondo, mas ninguém tem tempo para parar e bater papo. A missão é o mais importante, não há dúvida. Como também não há dúvida de que essa formiga se acha a mais importante: ela somente percebe o seu próprio trabalho, e como vai saber o que os outros estão fazendo. E afinal, o que interessa?”

Certo e errado 2

“O mundo nos cobra o “certo”. Primeiro são os pais, os parentes, os professores e … logo, logo somos nós mesmos que cobraremos resultados melhores para nós (o certo), julgaremos todos os acontecimentos (certo ou errado)… para chegar onde?

E se eu fizer tudo certo, de acordo com os meus padrões, se eu me empenhar ao máximo, onde eu posso chegar? O que eu posso alcançar com isto? Felicidade? Reconhecimento? Satisfação? Equilíbrio? Segurança? Controle do futuro? Controle sobre os outros?”

Pais e filhos

“Nos dias de hoje presenciamos muito desequilíbrio nos relacionamentos familiares. Até parece que as coisas se inverteram. Quantos pais estão preocupados em serem aceitos pelos próprios filhos? Se sentem rejeitados pelos filhos, muitas vezes já desde a infância. Os pimpolhinhos não obedecem, parecem ser mais fortes e insistentes que os pais, tem as rédeas nas mãos, são eles que mandam nos pais. É muito doloroso para um pai e uma mãe não terem a a autoridade como pai ou mãe. Eles querem desesperadamente ser aceitos pelos filhos, por isto compram a atenção deles, com brinquedos, video-games, viagens, roupas, carros, etc. Mas o respeito não pode ser comprado. E quando os pais não respeitam os próprios pais, como eles podem esperar serem respeitados pelos próprios filhos? Eles não transmitiram este sentimento para eles. Nem em palavras, nem em ações.”

Constelação sistêmica com Theresa Spyra – clique aqui

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É preciso entender rapidamente o que significa enxergar. Você já parou para pensar nisso? Já se perguntou se o que você vê é realidade? Pois é, sou obrigado a dizer que não. Não é realidade. Da mesma forma que uma fotografia é apenas uma cópia de um instante limitado, o que achamos realidade é uma seqüência de instantes que percebemos com os nossos órgãos dos sentidos, que captam luz, cheiros, calor, sensações, transformam isso em impulsos eletromagnéticos e são decodificados no cérebro, através das idéias que você acredita. Vou dar um exemplo bem prático: se você vê um homem apertando severamente os braços de uma criança, gritando com ela na rua, e a arrastando calçada abaixo, pode sentir-se extremamente ofendido e “tomar as dores” da criança. Acha que está ocorrendo um abuso de autoridade. Pode, inclusive, chamar a polícia. Porém, uma outra pessoa pode simplesmente olhar a cena e pensar: é um pai dando disciplina para o filho. Percebeu? A imagem é a mesma, mas a interpretação é totalmente diferente.

A pessoa que vê abuso, está certa, segundo os padrões dela. E a pessoa que vê disciplina e educação, também.

E tudo o que você vê na vida é assim. É uma opção ver o mundo com olhos compreensivos ou críticos.  Mundo é bom ou mau, ou muito pelo contrário, como dizia vovô. E será que, conforme o que vemos do mundo, estamos influenciando a saúde ou a doença em nossos olhos? Será que a nossa mente, nossos pensamentos e emoções criam doenças e prejudicam a saúde e… por outro lado, pode também reverter o quadro? A mente tem o poder de curar o corpo? A resposta é: sim! A mente que acredita na saúde como sendo a real natureza humana, ao invés de focar-se na doença e nos problemas, é o princípio básico para a cura.

 

A cura da cegueira

 

Sempre me espantou o relato bíblico das curas que Jesus realizava, em relação aos cegos. Mesmo criança, ao ouvir o velho padre alemão e seu indefectível sotaque carregado falar sobre os milagres, eu, ainda em calças curtas, ficava num misto de espanto e incredulidade. Mesmo sem entender e, as vezes, aceitar que a fé possui um forte incentivo ao restabelecimento da saúde, ao crescer, deparei-me com a questão das curas ditas impossíveis. Não apenas no âmbito religioso, mas principalmente observando a história de seres humanos comuns, como eu e você, que, ao se virem frente-a-frente com uma doença ou problema físico, resolveram vê-los como uma oportunidade de manifestarem a força vital da cura… em si mesmos. Meir Schneider, ucraniano que nasceu com catarata congênita e, após cinco cirurgias mal sucedidas, foi declarado oficialmente cego aos sete anos de idade, é um destes casos. Recusando-se a reconhecer-se cego, adaptou o método do americano William Bates de exercícios da visão, incorporando massagens, exercícios físicos e, obstinadamente, entregou-se ao trabalho diário de vencer a escuridão. Sob os olhares descrentes de conhecidos, amigos e familiares, após 18 meses de trabalho intenso de até 13 horas diárias, Meir voltou a enxergar. Adulto, residindo hoje nos Estados Unidos, criou e desenvolveu o método self-healing de auto-cura, que utiliza a capacidade natural do ser humano se recuperar a saúde “esquecida” em algum momento do passado.

 

A saúde dos olhos

 

Portanto, uma das primeiras idéias para a recuperação de problemas de visão, como miopia, cataratas, astigmatismo, glaucoma, entre outros, é permitir se ver saudável. Nenhum tratamento, seja ele alopático, alternativo ou natural, resiste à pessoa que olha para si mesma e se vê doente, em sua essência. A essência de qualquer ser humano é vida, é saúde. Segundo os hindus, prana. Segundo os chineses, chi. A partir desta premissa, é possível trabalhar corpo-mente-emoções-sistema familiar, restabelecendo a sua saúde física, psíquica e sistêmica, abrindo um campo para que se manifeste novamente a saúde em sua vida. Quatro pontos específicos podem e devem ser trabalhados, neste processo:

 

- relaxamento: o estresse é um dos fatores primordiais na miopia, segundo Meir Schneider. “muito poucas pessoas nascem com miopia, a maioria delas desenvolve a miopia. Nossos exercícios incluem relaxamento, o ajuste a diferentes frequências de luz, aprender a olhar diferentes detalhes do que estamos acostumados, mudar nossos hábitos visuais, como prestar atenção na visão periférica e olhar longe e todos esses exercícios liberam muitas pessoas de usar óculos.”

- crenças e emoções:  segundo a terapeuta da visão Sylvia Lakeland, nossa companheira de trabalho, “aquilo que não quero ver” é um importante componente emocional a ser trabalhado, no processo da cura da visão. O psicólogo alemão Thorwald Dethlefsen diz exatamente isso, discorrendo sobre a miopia: “a miopia força o míope a encarar de perto o que de fato lhe diz respeito. Ela traz o ponto de visão mais aguda para perto dos olhos, aproxima-o da ponta do nariz. Com esse processo, a miopia demonstra de forma física o alto grau de subjetividade do míope, além de ajudá-lo a conhecer-se tal qual é. Na verdade, o autoconhecimento genuíno leva necessariamente as pessoas à sua subjetividade. Se elas não a puderem ver (ou enxergarem muito mal) então a pergunta eficaz é: o que é que não quero ver? E a resposta é sempre igual: eu mesmo.”

- treinamento dos músculos dos olhos: O relaxamento da mente e da musculatura ocular é fundamental para melhorar qualquer deficiência visual. Os olhos são órgãos, que trabalham cerca de 17 horas por dia e, mesmo durante o sono, se movem e o nervo ótico é estimulado.

- sistema familiar: a ciência atual crê na origem genética de diversos tipos de doenças. Indo por um caminho paralelo, a terapia da constelação familiar sistêmica demonstra que causas emocionais do passado familiar podem causar sintomas e doenças, já que este carrega, inconscientemente, estes fatores emocionais que influenciam diretamente o seu sistema biológico. Ao serem expostas estas causas ao cliente, abre-se um espaço para a solução do sintoma. Bert Hellinger, terapeuta alemão criador deste processo terapêutico, diz: “às vezes, através de uma doença manifesta-se algo que o doente não quer reconhecer, por exemplo: uma pessoa, uma culpa, um limite, seu corpo, sua alma, uma tarefa e um caminho que deve seguir. A doença obriga a uma mudança. Por isso, o terapeuta alia-se ao motivo e ao objetivo da doença, por exemplo, com a pessoa excluída, com a culpa refutada, com o corpo desprezado, com a alma abandonada, com a misericórdia e a chance que se revelam na doença.”

 

Como você vê, a recuperação da visão através de um processo natural, que trabalha o corpo, as crenças e emoções é possível. É necessário querer, em primeiro lugar. Em segundo, perceber-se como um ser holístico, formado por corpo, hábitos de vida, hábitos alimentares, pensamentos, emoções e sistema familiar. Você é você, mas também você é seu pai e mãe, avôs e avós, e assim sucessivamente. A sua saúde depende da sua consciência de quem você é. E das atitudes que você toma a partir desta consciência. Vou encerrar este artigo com as palavras de Meir Schneider, alguém que, por ter recuperado a sua visão após a cegueira, é a pessoa mais abalizada a falar sobre isso: “a sua visão pode melhorar. Digo isso com segurança, mesmo que o seu oftalmologista diga o contrário. Não tem importância se a sua visão pode ou não ser corrigida com óculos, se a perda da visão é pequena ou se você é quase cego, ou se a origem do seu problema é genética, ambiental, um trauma, ou mau uso dos olhos; você pode dar o passo seguinte em direção a usar os seus olhos com maior eficiência.”

 

Alex Possato é consultor e diretor do Nokomando-soluções sistêmicas

 

Workshop “Cuidar dos seus olhos, melhorar a sua Visão”, com Sylvia Lakeland  e participação da terapeuta familiar sistêmica, Theresa Spyra – próximo dia 25 de abril. Clique aqui para maiores informações (http://www.adijon.com.br/workshop_visao.php)

 

Workshop “O que eu preciso ver – Constelação sistêmica & Self Healing para problemas da visão”, trabalho conjunto da técnica self-healing, com a terapeuta da visão Sylvia Lakeland, e a constelação familiar sistêmica, com Theresa Spyra – dias 16 e 17 de maio – clique aqui

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Compartilho do pensamento da hipnoterapeuta ericksoniana Sofia Bauer, experiente terapeuta brasileira, autora do livro Hipnoterapia Ericksoniana Passo a Passo, e por isso transcrevo um trecho do seu escrito.

Com certeza, estas palavras ajudarão você, psicólogo, coach ou terapeuta, a se situar melhor em relação à cura…

O que posso dizer sobre a cura? Bem… a cura é o estado natural do ser humano. É o estado natural meu e seu. Um paciente que vem até o seu consultório, embora possa crer firmemente que está doente ou com problemas, na verdade, ele apenas está focado numa pequena parte do seu próprio ser, que é saudável e completo. Por isso, um terapeuta ou psicólogo não tem o dom da cura. A cura não pode existir, já que a doença também não existe. Vamos dizer que, ilusoriamente, o paciente imagina-se doente e assume o papel de doente. Cabe ao terapeuta, em primeiro lugar, aceitar que o paciente se veja doente. Mas não aceitar que o paciente “é doente”. Vou repetir: o paciente “se vê doente”, mas ele “não é doente”.

E então, o que fazer? Bem… cada terapia com a sua técnica. Mas todas elas devem respeitar a busca do cliente pela sua própria cura. E esta cura é sempre um processo de dentro para fora. Não existe algo milagroso, seja uma técnica ou produto, que curar alguém de fora para dentro. Lembre-se que a cura é apenas um restabelecimento do natural, uma quebra da ilusão de doença que o paciente carrega consigo. Como será feito esta quebra, depende sempre da vontade do cliente e da paciência e carinho do terapeuta. Até que ponto será o efeito? Quanto tempo demora para a cura? Não importa… basta a nós, terapeutas, fazermos o melhor para o cliente… e aceitar qualquer coisa que venha a acontecer, porque assim é a vida… Não somos nós que inventamos doenças e nem que curamos alguém… Talvez, a função mais nobre do terapeuta seja acolher a alma do paciente, reconfortá-lo e dar-lhe a confiança perdida em algum ponto da sua caminhada…

Já falei de mais… vamos ao texto da Sofia?

 

Alex Possato, consultor de marketing pessoal com especialização em PNL do nokomando-soluções sistêmicas

 

“Aos que começam agora, que fique registrado que também na hipnoterapia também ocorrem insucessos. Não se pode querer curar tudo! Cura é uma palavra questionável. Você ajuda, apóia, mostra caminhos, ressignifica e assim mesmo encontra obstáculos maiores.

Devemos observar várias questões. Transferência negativa, contratransferência negativa, falta de motivação, procura da magia, compulsão à repetição, falta de técnica adequada, pressa, etc.

Aprendi com Jefrey K. Zeig, que a postura de incompetente, de em princípio não saber como ajudar seu cliente, é imprescindível. Se você entra como dono do saber, você prejudica sua visão do caso. Força uma atitude de ter que dar conta. Agora, se você entra aberto, dizendo a si mesmo que sobre a pessoa em questão você não sabe nada e vai aprender a conhecê-la, aprender como ela fez para ficar assim, com tal problema, o que ela quer mudar, qual a disponibilidade para isto, você está tomando uma postura de abertura às possibilidades de cura.

Isso o ajuda não apenas a reconhecer qual é o problema da pessoa, mas também quais as potencialidades que ela traz consigo. A postura de abertura, respeito e amor ao paciente ajudam muito no sucesso do tratamento. Dessa maneira você não julga, não faz diagnóstico fechado. Você tem uma depressão, depressão se trata assim. Mas você pensa: ela está deprimida, o que a levou a ficar deprimida, o que ela já passou para estar assim agora, como ela era antes de tudo isto? É o respeito, é a busca dos recursos, é o amor. Com isto, mesmo que a motivação não seja lá grande coisa, você pode ajudar a aumentar a motivação à cura. Se você aceita o paciente, procura descobrir o que ele tem de bom, observa o que é sofrimento para ele; o paciente é capaz de perceber a abertura, o respeito e coopera. Ele sentiu-se recebido, respeitado e aceito, mesmo estando com um problema e não tendo algo incurável.

Nos casos em que a procura se manifesta quase como um desejo de que a hipnose magicamente resolva seu problema, é necessário esclarecer as coisas. Hipnose não é mágica. Você põe alguém em transe, diz meia dúzia de palavras e plin! Solução imediata. Acorda-se do transe curado. Isto não existe. Às vezes ocorrem as sincronicidades. A pessoa quer muito uma determinada coisa (emagrecer, parar de fumar, parar de gaguejar, etc.) e você faz a indução. Ela sai do transe pronta! Ela já vinha se curando, através do seu desejo de cura. A hipnose foi apenas um empurrão. Estes casos costumam tornar-se mitos. Fulano fez uma sessão de hipnose e pronto, curou-se! Mas, na realidade, isto acontece em poucos casos. É a fé mais a técnica se unindo num momento muito oportuno. Mas a intenção e o desejo de melhora já vinham sendo administrados pela pessoa. Neste momento aparece o “santo” terapeuta, faz a “mágica” hipnose e tudo se resolve! Belo! Nós é que ficamos em apuros quando chega algum cliente que deseja curar-se dessa maneira. Mas não deixe de ajudar. Agora, seja honesto. O que funciona para um, não é o mesmo que funciona para o outro. Há questões como o tempo, o ritmo que funciona para o outro. Há questões como o tempo, o ritmo e o momento que cada pessoa vivencia dentro de seu problema.

A hipnose ajuda, mas não faz milagres. Você pode usar de apenas uma sessão, como pode levar até anos em alguns casos.

O que você não pode é trabalhar sem a motivação do cliente, ele apenas acreditando que você vai fazer o milagre da cura. Pelo que pregamos, a hipnoterapia é feito pelo cliente. Este torna-se o terapeuta de si mesmo. Você se torna apenas um guia que mostra caminhos Quem conhece melhor o seu cliente? A sabedoria interior que habita a mente dele.

Por que então, mesmo respeitando o cliente, lhe dizendo que não podemos fazer mágica, ainda assim ocorrem casos de insucesso? Pense na questão da transferência de ambos, terapeuta e cliente. Isto é muito importante. Como você pode cuidar de alguém que você não gosta? Como pode alguém ser cuidado por outro de quem ele não gosta? Não é bom. Veja isto desde o começo. Encaminhe a outro colega, seja honesto, caso sentir que você não está gostando do caso. Pare e pense por que você sentiu tais sentimentos. É uma boa hora para refletir. E, do mesmo modo, deixe o cliente livre para ir embora. De um modo geral, cliente insatisfeito vai embora por conta própria. Insucesso? Tudo pode ser visto como gosto, preferências e ajustes.

Uma coisa importante é a compulsão à repetição, vinculada à pulsão da morte, ela conduz o cliente a repetir o mesmo, sem sair do seu problema. Aquele cliente que vem de muitas análises interrompidas. Tome cuidado! É preciso minar este padrão, porque também será um insucesso. Você pode minar o padrão, porque também será um insucesso. Você pode minar o padrão, fazendo ajustes bem menores do que aqueles que o cliente vem procurar. Ele quer muito e, se você der, ele irá jogar fora. Mas se você for dando aos pouquinhos pode ser diferente, talvez ele não perceba que você está dando algo tão bom e receba. E, de pouquinho em pouquinho, você vai ganhando confiança para alcançar o que é grande lá na frente.

Devo falar um pouco daquilo que Milton H. Erickson chama de cliente universitário. É aquele paciente que passa de um terapeuta para outro, sem sucesso em nenhuma terapia. Por vezes, procura excelentes terapeutas, mas é sempre caso de insucesso.

É bom ver a questão do fazer tudo para não fazer nada e manter o problema. São aqueles pacientes que enganam a si mesmos, e, por vezes, sentimo-nos impotentes em resolver tais questões.

Outro aspecto a considerar aqui é ver que esses pacientes têm dificuldade em aprofundar. A eficácia do tratamento depende da motivação em querer ir a fundo no que gera o problema.

Fique atento! Você não tem que ser dono do suposto saber. Mas, nesses casos, é preciso redobrar sua atenção e focalizar se há alguma brecha para fazer apenas “alguma coisinha” pela pessoa um pouco mais profunda.

Na minha clínica, vejo os insucessos ocorrerem pelos motivos citados acima. Acredito que, quando uma pessoa quer se curar, tem bastante motivação e você, suficiente respeito e amor para tratá-la, já ultrapassaram metade do caminho. Muitas vezes, falta o conteúdo teórico ou a prática, ou ambos. Se você tiver a humildade de conduzir o caso com calma, não querendo dar mais do que sabe, não cometerá nenhum pecado grave. É bem provável que acerte! Isto é o que eu posso dizer.

Respeito até mesmo as falhas, como grandes aprendizagens, e posso reconhecer que, às vezes, foge ao nosso alcance ajudar determinado cliente.

Existe uma analogia interessante que eu gostaria de fazer através deste relato:

Um cliente é um castelo… tem suas forças armadas em pontos estratégicos… prontos para atacar qualquer um “diferente” que queira invadir o castelo… se você entra pela porta da frente (ataca o problema em questão, de cara)… os soldados vão atirar-lhe as flechas… os canhões… Mas sabemos que todo castelo tem lá sua passagem secreta… que sai na floresta… e por que não entrar pela floresta… procurar a entrada secreta (algo comum a você e ao cliente, de que ele goste, para adquirir a confiança)? E assim você entra sem ser visto… vai se infiltrando na fortaleza… minando o castelo…

 

Sofia M. F. Bauer, Hipnoterapia Ericksoniana Passo a Passo, Livro Pleno, 2002

 

Theresa Spyra, terapeuta alemã de constelação familiar e estrutural sistêmica, Máster PNL e estudos de hipnoterapia com o suíço Hans Zimmemannatendimento presencial e online, individual e em grupo em São Paulo – clique aqui!

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Trabalho com terapia, cursos e treinamento. Mas também provo do meu próprio veneno: sou “terapiado”. Já quis muito consertar minha família e mudar o meu passado. Achando que tinha como. Pai alcoólatra, mãe neurótica, criação rígida pelos avós, tudo isso não me descia pela garganta. Ficava entalado, e eu achando que sabia melhor, era melhor que eles.

Até que tive a minha própria família. Que seria perfeita. Minha casa, meu trabalho… Mas que… carregando tantas cobranças do passado, como viver a minha própria vida? Como estar presente no papel de pai, se eu estava preso ao papel do meu pai? Como ser companheiro da minha esposa, com tanta mágoa da minha mãe? Como acolher se eu não sabia acolher?

Bem, neste caminho, já se vão quase quinze anos. E posso dizer, sem dúvida, que somente após fazer a constelação familiar sistêmica, algumas vezes, e entrar neste mundo inconsciente, obscuro mas fascinante das emoções enraizadas nos laços familiares, comecei a estar presente na minha vida. Deixo de viver para consertar algo que, simplesmente, se foi, e não é da minha alçada.

Este vídeo é uma gravação recente de uma viagem onde pude voltar energizado de uma viagem à mãe natureza virgem e acolhedora, na Reserva Ecológica da Juréia Itatins, praia da Barra do Uma, litoral sul. E uma homenagem à minha família, que finalmente consigo enxergar e curtir.

 

Alex Possato

Consultor e diretor do nokomando-soluções sistêmicas

 

Próxima constelação familiar sistêmica em São Paulo, com a alemã Theresa Spyra, clique aqui

 

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copnstelação familiar sistêmica, em São Paulo, com a alemã Theresa Spyra

constelação familiar sistêmica, em São Paulo, com a alemã Theresa Spyra

Gostaria de dizer como as Constelações Familiares se desenvolveram e como continuam a se desenvolver, segundo a minha experiência. No início, as Constelações Familiares eram, no fundo, uma forma de Psicoterapia. Portanto, nós as oferecíamos no contexto da psicoterapia e para pessoas que procuravam psicoterapia. Frequentemente eram pessoas que estavam doentes de corpo e alma. As Constelações Familiares as ajudaram. A postura que tínhamos era a do treinamento psicoterápico, na qual tínhamos sido treinados e para o qual estávamos direcionados. No início, isso marcou muito as Constelações Familiares.

Qual era a postura? Era a idéia de que aqui está um cliente, um necessitado e ali um terapeuta, que foi treinado em determinados métodos e agora conhece as Constelações Familiares e as utiliza no sentido da Psicoterapia. E, na verdade, não era terapia individual, porque aqueles que se utilizavam das constelações já tinham ultrapassado esse momento. As Constelações Familiares se desenvolveram no contexto da Terapia Familiar. Como terapeutas, fizemos algo seguindo aquilo para o qual tínhamos sido treinados. E estávamos treinados a fazer algo. Constelávamos as famílias dessa forma também. Nós deixávamos que eles os constelassem; então interferíamos segundo as nossas idéias e também o que tínhamos aprendido sobre as ordens de relacionamentos e procurávamos uma solução. Primeiro olhávamos para o problema e então procurávamos a solução. Isso trouxe muita bênção.

 

Ir com a alma

 

Então ficou óbvio que os representantes são muito mais importantes do que imaginamos, no início. Revelou-se que eles estavam em contato direto com um campo maior e trouxeram algo à luz, simplesmente porque se deixavam levar pelos movimentos que os impulsionavam, por aquilo que ia além daquilo que no início descobrimos sobre as ordens do amor.

De repente fomos confrontados com situações totalmente diferentes e com outros movimentos. Portanto, deixamo-nos conduzir cada vez mais por esses movimentos, que contradisseram muitas vezes as nossas idéias.

Então alguns tentaram interrompê-los e, ao invés de esperar por aquilo que se mostrava, interferiam. Foi necessário um certo tempo até que vi –agora falo de mim – que se eu suporto que é necessário esperar e se me exponho ao que se mostra, chegamos a uma profundidade que vai muito além da psicoterapia. Aqui somos levados de repente a entrar em contato com poderes fatais, perante os quais falhamos.

De repente vemos, por exemplo, que alguém se sente atraído inexoravelmente para a morte. Ou alguém sente que precisa morrer. Com quais métodos que aprendemos na psicoterapia podemos, então, fazer algo aqui? Podemos realmente fazer algo? Ou aqui a ajuda chega a um limite onde o soltar se torna importante? E onde a ajuda real começa, quando deixamos de agir? Uma outra força assumiu aqui a liderança. Eu me deixo levar por essa força e, de repente, sei se devo fazer algo e o que devo fazer, mesmo se no início, algumas vezes, pareça ser absurdo. Mas eu vou com esse movimento e então resulta algo que nunca poderia ter previsto antes.

Portanto, isso vai além do contexto da terapia familiar e, por fim, da psicoterapia. Portanto o que começou com as Constelações Familiares tornou-se um ir com a alma. Qual alma? Não a própria, não a do cliente, não a do representante, mas uma alma que atua em todos da mesma maneira.

Se entrarmos em sintonia com essa alma, ficamos seguros. Nós permanecemos parados perante algo impalpável, e o impalpável fica de repente palpável no resultado.

 

Bert Hellinger, Ordens da Ajuda, Atman – Pgs 232/233

 

Leia a avaliação sobre o livro “Ordens da Ajuda”, de Bert Hellinger, pelo consultor Alex Possato. Clique aqui!

 

Grupo de Trabalho e Estudo de Constelação – em 12 Etapas, com a facilitadora alemã Theresa Spyra, em São Paulo – clique aqui e saiba mais!

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