Muitos ajudantes, por exemplo, na psicoterapia e no trabalho social, pensam que precisam ajudar aqueles que procuram ajuda, como os pais ajudam seus filhos pequenos. Inversamente, muitos que procuram ajuda esperam que os ajudantes se dediquem a eles como pais em relação a seus filhos e esperam receber deles, mais tarde, o que ainda esperam ou exigem de seus próprios pais.
O que acontece se os ajudantes correspondem a essas expectativas? – Eles se envolvem numa longa relação. Para onde leva essa relação? – Os ajudantes ficam na mesma situação dos pais, lugar onde se colocaram através desse querer ajudar. Passo a passo, precisam colocar limites aos que procuram ajuda, decepcionando-os. Então, estes desenvolvem frequentemente, em relação aos ajudantes, os mesmos sentimentos que tinham antes em relação aos pais. Dessa maneira, os ajudantes que se colocaram no lugar dos pais e talvez até queiram ser melhores que os pais tornam-se para os clientes iguais aos pais deles.
Muitos ajudantes permanecem presos na transferência e na contratransferência da criança em relação aos pais dificultando, assim, ao cliente a despedida tanto de seus pais quanto deles.
Ao mesmo tempo, a relação segundo o modelo da transferência entre pais e filhos impede também o desenvolvimento pessoal e amadurecimento do ajudante.
Bert Hellinger – Ordens da Ajuda – Editora Atman
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